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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Cipher Academy - Resenha Completa


"Cipher Academy", também conhecido como "Angou Gakuen no Iroha", foi lançado na revista semanal Shounen Jump em novembro de 2022, e conseguiu uma serialização respeitável de sete volumes, completando seu aniversário de um ano e encontrando o cruel cancelamento pouco tempo depois. A obra foi roteirizada pelo aclamado NISIOISIN, veterano que assina a série Monogatari e também o clássico cult Medaka Box, publicado na própria Jump. Enquanto isso, a arte ficou a cargo do novato Yuuji Iwasaki, que aproveitou a oportunidade para demonstrar seu estilo alucinante e, poucos anos depois, conseguiu participar de Jujutsu Kaisen Módulo, minissérie de sequência para o Jujutsu Kaisen "clássico".

Em uma escola feminina carregada de códigos mirabolantes, personagens excêntricos e coloridos interagem entre si de formas malucas enquanto se vêem envoltos em um cenário fortemente militarizado no qual discussões sobre guerras, pacifismo e criptomoedas são tão comuns quanto comer um salgadinho na hora do almoço. Cipher Academy começou como uma incógnita para mim, desde o começo provando que era especial, mas demandando tempo para que realmente me fosse provada toda a perspicácia que os autores vieram a demonstrar posteriormente. No momento do enfurecedor cancelamento, eu já estava plenamente arrebatado por esse universo e me recusando a acreditar que a revista poderia se livrar de um mangá tão único e destacável.

Mas, enfim, não só podiam como fizeram, e já tivemos bastante tempo para "digerir" isso, na falta de uma palavra melhor. Nesse texto, reúno os comentários que fiz semanalmente durante toda a publicação da obra, que refletem minhas impressões em tempo real e servem como real panorama completo de minha relação com a saudosa escola de criptografia. 

Volume 1

Capítulo 1;

E temos a segunda série estreante da nova leva, vinda de um autor consagrado tanto dentro da Jump quanto fora dela. Logo de cara o título do capítulo me chamou atenção; "A quarta guerra mundial será lutada com lápis e papel".

Ao contrário da estreia passada (The Ichinose Family's Deadly Sins), onde eu pude trazer uma bagagem que já tinha por conhecer o autor, nessa entro totalmente no escuro. Não conheço as obras anteriores do Nisio, então posso dar aqui uma visão de leitor que foi introduzido ao estilo do autor com Cipher Academy.


A princípio, gostei da série. O autor aposta bastante no estilo e nos pequenos detalhes, dando muitas pequenas dicas de como é o mundo da obra e de como isso pode afetar o desenvolvimento do enredo. Em um contexto de "guerra de dados", que por si só é muito interessante. Os personagens e suas interações não são tão originais, na verdade, são dinâmicas bem clichê de escola, mas a obra compensa isso jogando mistérios para todo lado e trazendo uma estética bem agradável.

Se souber cortar todas as bolas que levanta e trabalhar com os aspectos mais interessantes, pode vir a ser uma boa série. Esse primeiro capítulo não indica exatamente se esse será o caso, mas esperamos que sim. Não foi uma estreia ruim, diria que foi intrigante.

Capítulo 2; 

Muito bom ver que o autor, pelo rumo que tomou esse capítulo, parece focar no aspecto moral de guerra da série, que foi uma das coisas que apontei como mais interessantes semana passada. No geral, me deu uma visão mais positiva da obra. Vale ressaltar que, logo cedo, dá pra perceber que esse não é um mangá para todo mundo. Bem pesado em texto, e requer muita atenção para que todos os detalhes sejam absorvidos, eu mesmo tive que reler algumas partes para assimilar, e eu não costumo fazer isso.

E, Deus, como eu amo os balões censurados KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Capítulo 3;

Cada vez mais sendo cativado por esse mangá, esse capítulo em específico foi o primeiro que me fez realmente vislumbrar um futuro empolgante pra série. Dilemas morais parecem ganhar cada vez mais foco e a arte está impecável. Esperançoso!

Capítulo 4;

Podemos concordar que os códigos em si são a coisa menos interessante desse mangá?

Sim?

Que bom.

Capítulo 5;

Esse mangá não pode de jeito nenhum cair pra parte final da revista, se não acabou pra ele. Muito texto mesmo, se o leitor não for ler com disposição ele não absorve nada da história e nem se diverte.

Capítulo 6;

Quanto mais o mangá foca em códigos mirabolantes e suas soluções mais ele se afasta do que fez eu me interessar nele pra início de conversa, e sei que não tô sozinho nessa.

Capítulo 7;

Que saco esse mini-arco dos últimos capítulos, pelo menos parece que no próximo vai acontecer algo realmente interessante.

Volume 2

Capítulo 8;

Esse mangá já tá uns bons capítulos me enrolando com esses códigos fazendo eu acreditar que no próximo capítulo o autor finalmente vai focar no que eu quero ver, que é o worldbuilding.

PARECE que dessa vez vai, mas vai saber né...

Capítulo 9;

O autor está sabendo dosar a quantidade de texto necessária pra tornar a leitura agradável bem melhor do que no início da série, uma clara evolução que tá fazendo muita diferença.

E essa página foi sensacional.

Capítulo 10;

É oficial, já chegamos em um ponto onde o tradutor simplesmente nos olhou com a feição mais séria do mundo e disse:


- É, esse aí não deu pra traduzir. Tomem o contexto;

Capítulo 11;

Quanta informação pesada revelada casualmente de uma vez só, sempre intrigado com a escrita desse mangá.

Ah, e...

Capítulo 12;

Ficaram sabendo que o tradutor dessa série simplesmente disse que o mangá é muito difícil de traduzir e vai parar de trabalhar nele capítulo que vem? Que loucura, né?

Quando não estamos em batalhas de códigos, acho ele muito bem feitinho.

Capítulo 13;

Tentei lutar contra mas tô cada vez mais apaixonado pelo estilão desse mangá, mesmo com os códigos mirabolantes. Tá me ganhando pelo cansaço, digamos. Só acho que ter um só cenário tá prejudicando bastante a história, hora de mudar um pouco.

Capítulo 14;

Pô, esse é o primeiro joguinho de códigos que realmente parece legal de acompanhar, importante que isso comece a acontecer mais daqui pra frente.

O primeiro volume vendeu mais que Demon Bride e Glüna, mas menos que Roboco. Digamos que está no [?].

Nota: Tanto "Tokyo Demon Bride" quanto "Ginka & Glüna" vieram a sofrer cancelamentos precoces posteriormente. 

Capítulo 15;

Já disse isso antes, mas é PÉSSIMO um mangá lotado de texto, e ainda por cima logo depois de ter seu volume 1 com vendas bem mornas, ser jogado para o fundo da revista como está nesse capítulo. Se continuar assim, simplesmente muito complicado.

Capítulo 16;

Me identifiquei bastante nessa parte;

Essa semana também tivemos o autor chutando o balde e admitindo gostar mais de fazer livros do que mangás. De certa forma ele também disse que fez um mistério complicado demais para explicar satisfatoriamente em quadrinhos sem tornar a história massante.

Não sou exatamente contra textos grandes em mangás, mas a forma como foi usado aqui ficou feio demais, transpareceu uma falha na construção da obra e ficou parecendo um remendo, bola fora do Nisio.

Volume 3

Capítulo 17;

Mais um capítulo sensacional essa semana, muito bom ver mais detalhes sobre o ambiente da escola, eu inclusive tinha dito semanas atrás que os cenários estavam monótonos, acho que o Nisio lê minhas análises. Não posso dizer isso muito alto, no entanto.

Capítulo 18;

Eu simplesmente amo a Anonimity Requested e fico rindo que nem um retardado de todas as piadinhas com isso durante a série.

Capítulo 19;

Apesar de ser formado na faculdade Kakegurui de apostas e jogos de azar, admito que não entendo nada de poker e que as maluquices adicionadas só colaboram pra me deixar mais confuso. Mesmo assim me diverti a cada página, funcionou.

Capítulo 20;

Continuando o jogo do capítulo anterior, sigo sem saber nada sobre poker, mas também sigo me divertindo. Quanto mais você conhece os personagens em Cipher Academy mais eles crescem em você.

Capítulo 21;

A primeira página já vendeu o capítulo pra mim, como eu amo quebras de quarta parede repentinas e inesperadas!!! Aliás, esse arco de poker acabou sendo bem melhor do que eu imaginava.

Capítulo 22;

Que susto que me deu esse início de capítulo, isso não se faz em um mangá que está no último lugar da TOC não, Nisio! Já tava começando a sentir falta dele por antecipação.

Enfim, de volta ao meu querido mangá de código cheio de esquisitas 🥰

Capítulo 23;

Estou bem satisfeito com a informação de que a série irá ganhar uma página colorida, é um mangá que eu realmente gostaria de ver se desenrolar mais um pouco. A mudança de tom nos últimos dois capítulos deixa claro que a obra vai tentar algo diferente.

Capítulo 24;

Vai tomar no cu, que mangá foda. Agora estou dando uma confirmação 100% de que estou gostando muito de Cipher Academy e quero muito que ele sobreviva e continue se desenrolando. Me dá até vontade de ver os outros trampos do autor.

A propósito, que página colorida FODA! Que venham mais delas!!!

Capítulo 25;

Bem, eu sei que já tivemos quatro capítulos transitórios, mas não posso deixar de sentir que eu gostaria que continuasse assim mais um pouquinho. Me diverti mais com eles do que com as batalhas de código, mas ok, acho que a história precisa andar.

Volume 4

Capítulo 26;

Semana passada finalmente fiquei em dia com o mangá de Kakegurui após alguns anos, e isso tornou a experiência de leitura desse capítulo mil vezes mais divertida.

Yugata simplesmente AMASSANDO!

Capítulo 27;

Excelente ver cada vez mais jogos fáceis de se acompanhar em Cipher Academy, torna a leitura do capítulo mais dinâmica e é uma boa mudança de ritmo dos códigos mirabolantes.

Aliás, o Nisio adora Jojo, né?

Capítulo 28;

Moralidade em guerras é um tema interessantíssimo, amava isso no início da série e amo ver essa discussão retornando no momento certo da trama.

Obra boa é outra coisa, né não???

Capítulo 29;

Os designs de personagem nesse mangá são um absurdo, coisa fina demais. E aprecio MUITO a posição alta, já votei nele no Next Manga Awards, queremos Cipher Academy VIVO!!!!

Capítulo 30;

O melhor capítulo até agora, e nenhum outro chega nem perto. Somos apresentados a uma nova parte da academia, os diálogos são deliciosamente interessantes e houve avanço absurdo no enredo, tocando na questão das guerras e do worldbuilding, que eu amo.

Esses dois quadros em específico são extremamente impactantes, Nisio continua apostando em personagens de várias faces e sem medo de apresentar dilemas que colocam em cheque a moralidade dos "heróis".

Magnífico!

Capítulo 31;

Aproveitando que foi revisitado um jogo do começo, refleti sobre como minha visão do mangá mudou. Antes eu nem ligava tanto pra eles, só esperava detalhes do worldbuilding e das relações. Hoje, os personagens cresceram tanto em mim que adoro os jogos!

Capítulo 32:

Aproveitando a oportunidade de capítulo transitório pra dizer que a Anonymity Requested é a melhor personagem e isso é um fato incontestável. Quem não concorda, tá errado. É isso!

Capítulo 33;

Como deixei claro na última vez toda a superioridade da Anonymity Requested, o Nisio, que já até me segue na fake dele, deu pra nossa musa uma belíssima página colorida.

Capítulo 34;

Aproveitarei esse espaço pra dizer que saiu a capa do Volume 3 e ela tá LINDONA! Sério, Cipher tá pau a pau com Witch Watch na competição de quem faz as capas mais fodas na Jump semanal. Só pedrada atrás de pedrada.

Nota: Vocês já viram ela lá em cima.

Volume 5

Capítulo 35;

É impressionante como a cada arco esse mangá só melhora, tá caminhando pra ser uma das Top 5 leituras que mais aproveito na Jump semanal, baita surpresa positiva.

Capítulo 36;

Não entendeu que ela é a melhor personagem = Está lendo de olhos fechados.

Capítulo 37;

Lindíssima página colorida para comemoração de fim do arco, e a confirmação final de que esse é um puta mangá foda. Quem não tá lendo, tá perdendo demais!

Capítulo 38;

É isso mesmo vadias, o urso fala!!!!!

Capítulo 39;

Existe alguma possibilidade desse arco do metaverso entrar no mérito do tiroteio e porradinha ou eu tô viajando demais???

Capítulo 40;

Fico até meio emocionado vendo Cipher chegando ao seu quadragésimo capítulo, lembro que por bastante tempo estive chateado pensando que seu cancelamento era inevitável. Ainda não está seguro, nunca se está na Jump, mas chegou longe.

Capítulo 41;

MUITA coisa legal pra comentar essa semana. Primeiro de tudo, eu amo como eles JOGARAM FUTEBOL ENQUANTO CONVERSAVAM, sério, é muito bom como esse mangá tem esses toques extravagantes, gosto muito. É o fim do arco de transição, semana que vem, Metaverso!

Destaque para a evolução do Iroha como protagonista, cada vez mais enxergo ele como um fortíssimo personagem e, mesmo que ao seu modo, um protagonista Shounen Jump. Fortíssimo!

Capítulo 42;

Cara, QUE HYPE PRA ESSE ARCO NOVO! Puta que pariu, quanta possibilidade não existe nesse tanto de andares? E cada um com uma temática diferente! Mexer com temas de guerra, como já sugeriram, também vai ser pica demais!!!

E outra, espero MUITO que a narrativa explore o ponto de vista de cada uma durante o arco, e, conhecendo esse mangá até agora, com certeza vai. Simplesmente tô presenciando a criação do melhor arco de Cipher Academy e tô cada vez mais apaixonado pela obra.

Capítulo 43;

Uma injustiça a série estar em último lugar na TOC no começo do seu arco mais interessante até o momento, Jump não tá sabendo aproveitar o hype.

Inclusive, não é a primeira vez que me lembro de Kakegurui lendo esse mangá. Coincidência?

Volume 6

Capítulo 44;

Satisfação TOTAL em ver Cipher tão alto na revista, com uma página colorida belíssima e um capítulo revelando coisas muito interessantes sobre o passado do protagonista e, de certa forma, o mundo da obra.

Capítulo 45;

Os autores tão mandando ver na parte estética nesse arco do MetaVerso, amei como essa página em específico é totalmente uma tela de introdução para um evento específico que apareceria em videogames.

Capítulo 46;

Ela é sinistra demais, né não? É cada coisa que ela solta casualmente, puta que pariu kkkkkkkkkk

Capítulo 47;

Hoje tivemos aquele famoso capítulo de Cipher onde a gente finge que entende e segue!!!

Capítulo 48;

Que bom que acabou o mahjong e semana que vem vamos falar de crimes de guerra, prefiro esse assunto. Assim, mahjong parece legal, mas eu não sei NEM POR ONDE COMEÇAR, nem a regra mais básica de todas.

Capítulo 49;


Meus parabéns pelo primeiro ano de serialização 🎉🎉🎉🎉🎉🎉

Essa vitória é NOSSA, de todos nós que não desistimos de Cipher Academy e nos deixamos conquistar pelo maravilhoso e variado elenco desse mangá maluco e estranhamente profundo.

Quem lê minhas análises faz mais tempo lembra que antes eu só ligava pra essa série quando ela falava de guerra e sobre seu mundo, no entanto, o charme dos personagens e da história no geral foram me fazendo curtir até mesmo os códigos.

Agora, quando tocam no assunto de guerra 🔥

Capítulo 50;

Os títulos de Cipher Academy sempre são muito legais, e o dessa semana é o melhor em tempos.

"Lábios fechados quando questionado, capaz de destruir castelos ao falar livremente".

Meus parabéns pelos cinquenta capítulos, um puta mangá!

Capítulo 51;

Uma página adorável de um capítulo adorável.

Capítulo 52;

Cara, me desculpa mas esse Morg físico não fez sentido NENHUM KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Tipo, qual a prova que aquela merda tem valor? E se é só uma moeda artesanal que a própria mulher fez???

REALMENTE, É ROUBO ATRÁS DE ROUBO KKKKKKKKKKKKKKKKK

Volume 7

Capítulo 53;

Esse tipo de comentário por vezes acaba se perdendo no meio de apontamentos mais específicos nas análises semanais, mas quero essa semana destacar como o arco do metaverso tá FODA!!! Sem dúvidas, o melhor e mais variado do mangá, que só cresce.

Capítulo 54;

Quanto mais os detalhes do passado do Iroha se esclarecem, mais ele cresce como protagonista.

Destaque vai para a melhor sentença que já vi na história da Weekly Shounen Jump. Tá certo que não me vem em mente nenhuma outra, mas enfim...

Capítulo 55;

Em Cipher Academy, a regra é clara;

Começaram a dançar = O melhor capítulo que você vai ler na Jump essa semana. 

NUNCA falha!!!

Aliás, puta que pariu, que concentração absurda de páginas LINDÍSSIMAS que o autor entregou. Trabalhando a todo vapor, espero que seja recompensado com o tempo que quiser pra desenvolver sua história.

Capítulo 56;

Não seria a primeira vez em Cipher Academy que o autor finaliza um arco de forma que dá a entender que pode ser o final da obra, mesmo assim, com essas coisas não se brinca...

Um belíssimo final para o melhor arco do mangá até o momento.

Pra todo mundo falando de cancelamento, eu sinceramente não acredito. Cipher Academy foi recentemente adicionado ao banner do canal oficial da Jump, junto de várias outras obras estabelecidas. A Jump não faria uma barbaridade dessa, eu ME MATO NA FRENTE DELES!!!

Nota: Até hoje eu não entendi isso.

Capítulo 57;

Que capítulo LINDO, puta que pariu. Sem palavras pra descrever. Cheio de simbolismo, sutis conclusões de arco de personagem, reconciliações, perfeitamente Shounen e perfeitamente Cipher Academy. Sensacional a experiência de ler semanalmente.

Capítulo 58;

Tudo que é bom acaba, é isso. E, em uma revista competitiva e com alta rotatividade, o que é bom pode acabar cedo demais, de verdade. Nos despedimos hoje de Cipher Academy, de NISIOISIN e Yuji Iwasaki, com pouco mais de 1 ano de serialização.

Essa é uma obra que tive a oportunidade de comentar semanalmente por aqui desde sua estreia, então ficou muito bem documentado, minhas primeiras impressões, o que estava gostando e não e como meu apreço por ela foi evoluindo. Desde o começo, o achei intrigante, estiloso e definitivamente promissor, no entanto, a evolução foi absurda. Códigos mirabolantes com os quais não me conectava tanto se tornaram momentos emocionantes à medida que fomos conhecendo o elenco riquíssimo do mangá.

Lembro claramente dos pontos de virada, de quando comecei a pensar "Caralho, Cipher Academy é realmente diferenciado". Conheci um pouco sobre seu mundo, me aprofundei em suas mensagens e me apaixonei por um gibi sem medo de ser excêntrico e apaixonado.

O erro de Cipher Academy? 

Não sei, é uma pergunta complicada. Acho que o papo de revista errada é meio clichê, mas no fim talvez era isso. Um mangá do tipo que vai lentamente crescendo em você e com uma temática que requer investimento acima da média por parte do leitor. Um erro que reconheço foi que o autor trouxe códigos muito complicados logo no início, talvez pra chamar atenção, e o tiro saiu pela culatra. O mangá logo depois apresenta jogos mais intuitivos, que poderiam ter sido jogados logo pro início.
Mas enfim, agora acabou.

A reta final é, na medida do possível, muito boa. A mensagem de pacifismo e de que conflitos não são resolvidos de uma hora pra outra é muito benéfica, e o toque nessa última edição de ir jogando várias informações pertinentes foi super "Angou Gakuen no Iroha".

Amei o encerramento com os créditos, e tem diversos outros detalhes nesse capítulo final, como a aparição do "soldado dançarino" que me fizeram sorrir imensamente. Fiquei genuinamente feliz de ter vivido isso, espero que todos também possam ter ficado.

Vou pra sempre lamentar que nunca tivemos a chance de conhecer mais sobre o universo da série e suas várias guerras mundiais, o passado de alguns personagens e muitas outras coisas, e isso é algo que, infelizmente, nós fãs da obra carregaremos. Encerrando em uma nota positiva, espero que possamos nos lembrar de Cipher Academy como uma boa obra que aproveitou ao máximo seu um ano e pouco de vida, e não como um projeto inacabado, coisa que o mangá definitivamente fez de tudo pra não ser. Vida longa ao Iroha!

Deixo Cipher Academy com um merecidíssimo 8/10 e dou a NISIOISIN e Yuji Iwasaki votos positivos para suas próximas obras, seja na Jump ou fora dela.


Conclusão 

A leitura desses comentários semanais em sequência foi pra mim super enriquecedora no sentido de deixar clara a minha relação com a obra e sua evolução. Em uma certa altura, Cipher Academy deixa de ser um mangá onde apenas alguns aspectos eram apreciados e torna-se leitura absolutamente hipnotizante cheia de personagens pelos quais eu torcia e vibrava. Inclusive, vale adicionar que eu cheguei a retornar aos primeiros volumes depois e enxerguei neles muitas qualidades que passaram despercebidas na primeira leitura, o que em minha visão prova que Iroha e sua turma têm muito mais a oferecer do que pode parecer em primeira análise.

Quando estive na livraria Kinokuniya de Nova York, comprei o primeiro volume da obra em japonês e o apresentei em um vídeo no meu canal do YouTube, que deixarei como conteúdo extra no final desse texto. Depois, quando a Viz Media lançou a obra em inglês no formato digital, voltei a adquirir os volumes e me mergulhar nesse gibizinho. Por fim, tive recentemente a oportunidade de comprar a edição da Shounen Jump que publicou seu primeiro capítulo, virando mais uma adição para minha coleção dessa publicação que tanto comento.

O sentimento que fica certamente é de que poderíamos ter visto muito mais desse universo, mas, igualmente, o tempo me ensinou a ser grato ao que tivemos. Além de tudo, fico extremamente satisfeito pelo papel de vitrine que a série fez ao desenhista, que depois foi trabalhar na gigantesca franquia Jujutsu Kaisen e também amassou completamente por lá. Já o Nisio nem precisava provar mais nada, e mesmo assim trabalhou de forma sublime ao trazer Cipher Academy pro mundo, e a isso sou grato. Vida longa ao Iroha!

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